Sevilha

Que cidade de tirar o fôlego! Sevilha é maravilhosa, tem atracões imperdíveis e culinária de tirar o chapéu. Chegamos na cidade pela estação de trens em um trem regional da Renfe (link) desde Córdoba; a viagem dura em média 45 minutos.

A cidade é a capital da Província de Sevilha e situa-se dentro do estado da Andaluzia. Assim, como Córdoba, a cidade é cheia de laranjeiras espalhadas pelas ruas e praças. No caminho de trem por esta região você sempre encontra plantações enormes que enchem os olhos e aguçam o apetite, estas laranjas são muito doces e tem um suco delicioso

O hotel que ficamos nos surpreendeu positivamente pelos quartos super confortáveis, serviço atencioso, café da manhã completo com ingredientes típicos da região. As aéreas comuns do Hotel Sevilla Center (reserve aqui) são muito agradáveis e incluem piscina, bar, restaurantes e salas de convenção. O único contra em relação ao hotel é sua localização, pois mesmo estando em uma avenida principal, você deve caminhar em média de 15 a 20 minutos para os principais pontos turísticos da cidade.

 

Difícil decidir qual atrativo turístico vale mais a pena ou por qual começar. Não nos arrependemos de ter visitado nenhum e se pudéssemos, passaríamos mais tempo ainda em alguns deles. Este foi o caso do Alcazár de Sevilla, este complexo arquitetônico palaciano que é um dos conjuntos monumentais mais representativos em todo o mundo; em um mesmo lugar jardins, muros, castelos, fontes e muita influencia da árabe, gótica, visigoda… Enfim, pode-se perceber que a história das conquistas e dos governantes dessa parte da Espanha está contada ali.

Qualquer explicação do que seria este complexo não farão jus a sua real importância histórica e a sua literal grandeza, o espaço é imenso e perfeito para passar um dia inteiro descobrindo cada um de seus detalhes. Sei que em uma viagem longa ao Velho Continente, dificilmente, alguém terá um dia inteiro para passar em somente um monumento, mas reserve pelo menos uma manhã para visitar o Alcázar. No site deles vocês podem comprar os ingressos antecipados, com hora marcada, se informar dos horários de visitação e valores.

A poucos passos da saída, muitos charmosos restaurantes te aguardam para o almoço típico sevilhano, as tapas, que nos acompanharam por toda a viagem. A pedida do dia foi a agradável Taberna Belmonte  onde as opções são variadas, mas as mais famosas são as patatas bravas, as croquetas de jamon (especialmente deliciosas) e a  surpreendente alcachofra. A casa tem um bom cardápio de vinhos e não fecha sua cozinha à tarde, como muitos outros restaurantes fazem. Outras dicas na região são o famoso Casa Tomate e o Bodega Santa Cruz, onde se come em pé.

Depois do almoço, é hora da siesta e de descansar um pouco para no fim do dia ir conhecer o ponto turístico que sonhávamos há tempos, a indescritível Plaza de España. A praça está localizada dentro de um famoso parque da cidade, o María Luísa, que também é famoso por ter passeios de charrete e atrações ao ar livre nos meses de verão com práticas de esporte, shows e atividades de convivência e integração.

Construída em 1928 para a Exposição Iberoamericana que aconteceria um ano depois, a praça é um marco da arquitetura de todo a região da Andaluzia e estilos de toda Espanha. Ela é um semi circulo que abriga prédios do governo e uma área central com um imponente fonte Vicente Traver, pontes com escadarias charmosas que representam os quatro antigos reinos da Espanha e um fosso que serve de “rio” para turistas que se divertem nos barquinhos e pedalinhos disponíveis para aluguel.

Este é um monumento que impressiona por sua grandeza, riqueza de detalhes e significado histórico. É interessante pensar que a famosa Torre Eiffel também foi construída para uma exposição e hoje é o cartão postal de Paris; assim como Barcelona ganhou uma nova vida com as Olimpíadas que sediou. Importante ver que quando levado a sério, grandes eventos só trazem melhorias para a vida da população em vários aspectos.

Na hora do jantar, fomos monotemáticos e optamos pelas tapas outra vez, desta vez por indicação da concierge do nosso hotel que nos garantiu tapas de qualidade a um preço acessível. O serviço do estava impecável e as vieiras no ponto corretíssimo. Pode não ser o melhor restaurante da cidade, mas ficamos felizes com a experiência que tivemos ali.

No dia seguinte, voltamos para a parte conhecida como Cascuo Antigo, onde está localizado o Alcázar e também a Catedral Gótica de Sevilha que é a maior do mundo neste estilo e a terceira maior igreja, somente atrás do Vaticano e da Basílica de Aparecida, aqui no Brasil. Aproveitamos para passear pela região, ver as lindas lojinhas de artesanato e souvenires.

Quando nosso último dia se aproximava do fim, fomos ao Metrosol Parasol, um pouco afastado do eixo centro e dessa parte com a maioria dos pontos turísticos, mas que vale muito a pena conhecer. Localizado na Plaza de la Encarnacion, esta obra do escritório de arquitetura alemão Jürgen Mayer H. Architects se tornou um ícone na cidade e é inteira feita de madeira. Visitamos este ponto turístico de táxi, mas aconselhamos a usar o transporte público da cidade que é seguro e onipresente.

O por do sol visto lá do alto, sim, pode-se subir nesta estrutura, que inclusive tem um bar em seu último andar. Não tivemos sorte de pegar um dia ensolarado, mas vimos fotos que nos fizeram querer voltar!

Nos despedimos de Sevilha jantando no delicioso restaurante do nosso hotel o Al Zagal, com vista panorâmica da cidade e menu degustação para o dia dos namorados gringo, comemorado em fevereiro! Comida muito gostosa, vinho melhor ainda e o visual que vale cada centavo.

No dia seguinte logo cedo, embarcamos em um voo da TAP express (compre aqui) com destino a Lisboa, que será nosso próximo destino aqui no site! Fiquem ligados e continuem viajando com a gente!

 

 

 

 

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Maria Alice & Rafael
hello@fastencitybelt.com.br

Um casal apaixonado pela aventura de ver o mundo com outros olhos, fotografar por outros ângulos e passear por lugares óbvios em busca do incomum. A ideia do site nasceu da união da profissão do Rafael como fotógrafo e das oportunidades de viagem que os estudos da Maria Alice proporcionaram, somado as viagens que sempre fizemos como hobby.