Roteiro Guatemala

Uma viagem surpreendente para um país que sinceramente não estava em nossos planos ou não figurava nos primeiros lugares de nossa lista de próximas viagens, entretanto, depois de uma semana por lá, o destino está no topo das nossas viagens favoritas com paisagens inesquecíveis, pessoas sorridentes e um artesanato tão rico, que tornava praticamente impossível passar por qualquer feirinha ou vendedor na rua e não querer comprar algo.A Guatemala, país na América Central que faz fronteira com Belize, México, Honduras e El Salvador é um país com problemas sociais como o Brasil e a maioria dos vizinhos americanos, mas que ao caminhar pelas cidades turísticas em nenhum momento nos sentimos inseguros, muito pelo contrário, éramos bem recebidos e sempre perguntavam de ondo vinhamos. A proximidade com tantos outros países, torna possível combinar vários destinos em uma mesma viagem ou ter vários motivos para voltar para a região.

O país comemorou no ano passado vinte anos do fim da guerra civil que desolou a Guatemala, deixando mais de cento e quarenta mil mortos, segundo as estimativas oficiais. Uma espécie de ditadura militar foi instaurada no país que se viu envolvido em conflitos entre a população, grupos guerrilheiros de esquerda e as forças armadas; este conflito vai além do nosso entendimento em tão pouco tempo e superficialmente, mas o que fica de legado deste período é a moeda deles que foi renomeada como “Quetzal”, que é um pássaro nativo deles que não sobrevive em cativeiro, somente em liberdade, isso mostra bem que a mentalidade mudou e que o país se uniu para superar esta época de tanto sofrimento.Existem dois grandes períodos na Guatemala, o chuvoso e o seco. O primeiro dura de maio a outubro, e o segundo de novembro a abril; nós visitamos o país em setembro e choveu todos os dias no final da tarde, nada que tenha atrapalhado a nossa viagem, mas pegamos somente um dia de céu completamente aberto. Achamos que pelos preços serem melhores, os lugares mais vazios, principalmente para quem tira foto como nós, vale a pena arriscar, mas se você quer férias e nada de preocupação, melhor garantir sua viagem na época seca.

Voamos de Copa de São Paulo para o Panamá e de lá para a Cidade da Guatemala, capital e cidade mais populosa do país. Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e nem no Panamá, somente necessitam ter o certificado internacional da vacina da febre amarela.

Do aeroporto partimos de carro para o primeiro destino, a cidade de Antigua distante somente 45  minutos, onde nos hospedamos no maravilhoso El Covento Boutique Hotel (reserve aqui) por três noites, tempo suficiente para conhecer as principais atrações da cidade, os restaurantes mais indicados e até mesmo aproveitar todas as atividades que o hotel oferece. Faremos um post completo do hotel ainda esta semana e de tudo que a colonial Antigua reserva para quem a visita.Há três horas dali em táxi, ou até mesmo menos de acordo com o trânsito, o lago mais profundo das Américas é um mosaico de pequenas cidades com forte influência indígena, alguma delas somente acessível por água e com uma paisagem de vulcões, águas cristalinas e as nuvens que parece ter sido retirado de uma pintura.Ficamos duas noites na região e poderíamos ter ficado mais, pois você não se cansa de admirar a beleza de lá, tem atividades aquáticas das mais diversas a disposição, retiros espirituais, lojas de artesanatos e hotéis que valem a viagem. Este é o caso da Casa Palopó(reserve aqui), hotel fantástico membro do Relais Chateaux, localizado no vilarejo de Santa Catarina de Palopó. Um post exclusivo do hotel e do destino em si também aparecerá por aqui nos próximos dias e vocês vão babar ainda mais nas fotos e nas ambientes do hotel. A piscina é um espetáculo à parte, ou seria o visual dela? De qualquer forma, fica difícil querer ir embora.Quando finalmente conseguimos deixar o lugar, vistamos um dos hotéis mais únicos que já visitamos, o Laguna Eco Lodge(reserve aqui) no vilarejo de Santa Cruz Laguna, este sim, somente acessível por barco, providenciado pelo próprio hotel que é muito preocupado com o impacto ambiental, é vegetariano e tem uma vibe totalmente zen e mais relax. Não tivemos tempo de conhecer a maior atração arqueológica do país, a cidade de Tikal que está bem distante em carro ou ônibus, mas que tem já tem um voô de quarenta minutos que te leva bem próximo de lá diariamente. Ficará para uma próxima, assim como a beleza natural de Semuc Champey que está no topo da nossa lista de lugares a ir.

Achamos que de de dez a quinze dias são suficientes para você conhecer com calma os destinos que conhecemos e somar estes últimos dois que ficaram de fora do nosso roteiro, agora se você não liga de percorrer longas distancias ou quer investir em transportes privados e mais rápidos, em dez dias você passa pelos quatro.

A viagem foi uma experiência muito enriquecedora e nos fez a todo momento pensar em como somos pequenos frente à tanta grandeza da natureza. Guatemala é intensa, é impressionante, é gigante e deixa saudades. Foram muitas emoções, vivencias e paisagens em uma viagem curta que nos deixou com gostinho de quero mais. Obrigado por tudo, obrigado por tanto, Guatemala! Nos vemos em breve! 

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Maria Alice & Rafael
hello@fastencitybelt.com.br

Um casal apaixonado pela aventura de ver o mundo com outros olhos, fotografar por outros ângulos e passear por lugares óbvios em busca do incomum. A ideia do site nasceu da união da profissão do Rafael como fotógrafo e das oportunidades de viagem que os estudos da Maria Alice proporcionaram, somado as viagens que sempre fizemos como hobby.