Madri

Madri é a capital da Espanha e também a cidade mais populosa do país. Caminhar por ali é estar no lugar que tem três dos museus mais famosos do mundo (e tantos outros que valem muito a visita), é provar de uma gastronomia que não abre mão da tradição, mas se orgulha de jovens e criativos chefs; é também passear por parques e longas avenidas sem antes perguntar porque não a havia visitado antes.

Nós brasileiros estamos muito bem servidos quando o assunto é como chegar em Madri por vias aéreas com voos diretos desde várias capitais brasileiras com destino ao belíssimo aeroporto de Barajas. Moderno, com muitas opções de compras, restaurantes e uma arquitetura linda, ele já mostra um pouquinho do que te espera na cidade. Melhor ainda, existem diversas opções de transporte do aeroporto para a cidade e vice-versa.Uma das melhores delas em nossa opinião é o ônibus que por 6 euros te leva do aeroporto até pontos centrais da cidade, o serviço funciona 24 horas por dia e em nossa opinião é bem seguro e vale muito a pena para quem está viajando sozinho ou em duas, máximo três pessoas. Para grupos maiores acreditamos que o táxi que tem preço fixo até o centro em 30 euros compensa mais pelo conforto (vale prestar atenção se seu hotel é perto do aeroporto pois o valor é fixo e você pagará muito caro para percorrer um pequeno percurso).Nos hospedamos no bem localizado Hotel Cortezo (reserve aqui) que está a 300 metros da Plaza del Sol e a um pouco mais que isso da Plaza Mayor; praticamente nem usamos transporte público na cidade pois fizemos tudo a pé. O hotel está longe de ser considerado luxuoso, mas tem um ótimo custo beneficio, café da manhã justo, bons amenities, uma sala de espera confortável para quem precisa esperar e um solarium com vista panorâmica da cidade. O único senão foi o preço do estacionamento (que usamos no fim da viagem, quando voltávamos de Valência) que custava 25 euros por noite, achamos um pouco abusivo.

Passamos cinco noites na cidade, sendo três na ida e dois na volta e achamos ali tem-se muitas coisas para fazer e vale ficar ali tantos outros dias, entretanto com três dias inteiros é possível visitar os principais pontos com calma e aproveitar para fazer compras. Na dúvida de quando visitar a cidade aconselhamos evitar os meses de verão, pois a cidade fica cheia e o calor pode ser sufocante até para os brasileiros, mas por outro lado as liquidações são imperdíveis. Os meses de primavera e outono tem uma temperatura amena e o inverno (visitamos a cidade em fevereiro) também nos pareceu bem agradável e ensolarado com médias de 12 graus.

A Plaza Mayor é uma das atrações mais famosas da cidade com entrada possível através de nove pórticos e cercada por prédios de três andares, sendo alguns deles prédios do governo e outras residências particulares. A praça é cheia de cafés e lojas, com preços obviamente acima da média da cidade por sua localização turística, mas confessamos que tomar uma taça de vinho em um fim de tarde ensolarado por ali vale os euros a mais.Dali pode-se caminhar para diversas atrações famosas da cidade como o delicioso e vivo (porém, também turístico e com preços acima da média) Mercado de San Miguel. Tapas, azeitonas recheadas, frutos do mar e croquetas são palavras de ordem no mercado que além de arquitetura inspirada no mercado francês de Les Halles consegue reunir tanto turistas como madrilenhos, principalmente na hora do happy hour. Ele fica aberto desde as 10 horas da manhã até o fim da noite, algumas vezes entrando madrugada adentro; todos os horários que o visitamos ele estava cheio e tivemos que esperar para sentar, a maioria das pessoas faz a refeição em pé mesmo, apoiado no balcão.

Nem cinco minutos de caminhada separam o mercado da Plaza del Sol e seus movimentados arredores. A praça é cheia de turistas, de pessoas pedindo dinheiro, ou querendo tirar foto, ou cantando, ou fazendo acrobacias; em resumo o lugar está sempre cheio, não importa a hora do dia. Ali localiza-se a famosa loja espanhola El Corte Inglés que nos remete imediatamente a Macy´s em Nova York e tantas outras lojas internacionais e espanholas.

Em seus arredores também localiza-se a Chocolateria San Ginés (link) que vai ganhar um post especial onde bebe-se o mais tradicional ( e delicioso) chocolate quente da cidade, acompanhado de “porras” ou os churros. Uma experiência que tem que ser feita, principalmente no inverno. O Museo del Jamón (link), com muitas filiais na cidade tem diversas opções de sanduíches recheados com o melhor dos presuntos espanhóis.A Gran Vía, uma das principais avenidas da cidade, tem ótimos hotéis, entre eles, dica de uma amiga que sempre fica lá, o execelente Hotel Tryp Gran Via (reserve aqui). A localização não poderia ser melhor, entre a Zara, Primark, H&M, El Corte Fiel, Kiko e tantas outras; esta parte é uma perdição para os consumistas. Nesta avenida, apesar de muito movimentada, principalmente por turistas, encontramos um restaurante italiano frequentado também por madrilenhos, o gostoso Ôven (link) que tem preço justo e comida boa, ênfase para a burrata deliciosa e as pizzas fartas.Outros dois achados quando o quesito foi comer bem e barato foram as redes 100 Montaditos (link) e o De María (link); o primeiro com mini sanduíches, petiscos e variedades de cerveja, vinhos e sangria a um preço inacreditável, principalmente as quartas e domingos quando todo o cardápio fica custando um euro. Por dez euros realizamos um banquete regado a vinho e cerveja; o lugar fica lotado! Já o segundo é uma típica churrascaria argentina com cortes de carne e chorizo acompanhados de salada, batata assada, sobremesa e vinho por inacreditáveis 16 euros.Vale a pena tirar um dia para passear pelos museus da cidade, difícil escolher o nosso favorito. O Museu do Prado é o mais importante da Espanha e um dos mais visitados do mundo, vale a pena usar o audioguia e viajar no tempo com essas obras de importância inestimável. Alguns dias da semana em horário especial é possível visitar o museu de graça e de quebra economizar 14 euros.

O Reina Sophia contém obras dos mais importantes modernistas do planeta como Picasso e outros gênios como Dali, Miró, Bacon e tantos outros. O museu é imperdível até mesmo para aqueles que não gostam de arte. O mesmo vale para o Thyssen-Bornemisza que tem obras de diferentes épocas e períodos e foi herança de um barão de nome homônimo que colecionava arte. Existe uma entrada que contempla o valor dos três museus fazendo com que se faça uma economia razoável.

Nosso cantinho favorito de Madri foi o encantador Parque del Retiro com suas árvores imponentes, esculturas que contam a história do poder na Espanha e uma grande casa de vidro, conhecido como o Palácio de Cristal, que lugar maravilhoso! Demos a sorte de estar ali em um dia de temperatura amena e com sol entre as nuvens, a vontade era a de voltar no verão para ver os gramados ainda mais cheios, as famílias passeando e muita gente fazendo esporte e andando com seus animais de estimação. Arrisco dizer que não se pode visitar Madri sem passar algumas horas pelo famoso parque.As fotos mostram um pouco da beleza deste que é considerado o coração de Madri.

O último dia foi reservado para uma visita ao Palácio Real de Madri que não é residência da família real, somente usado para cerimônias oficiais e eventos públicos ele é lindo e muito elegante. Não fizemos o passeio em seu interior, mas por fora ele já é impressionante. Não muito longe dali encontra-se uma atração que tem um dos mais belos entardeceres da cidade, o Templo de Debod, um edifício do Egito Antigo que foi presenteado a Espanha em agradecimento a uma ajuda que ela exerceu para preservar e salvar construções milenares no país árabe.Se tivéssemos mais dias em Madri, com certeza teríamos muitas outras dicas,pois,a cidade é realmente um espetáculo. As opções de bate-volta desde a capital espanhola também terão um post especial.

Na hora de ir embora, até a estação de trens de Atocha se mostrou um ponto turístico com jardim interno e um monumento em homenagem as vítimas de um atentando terrorista realizado pelo grupo separatista ETA, o monumento é emocionante.

Agora, rumo a Córdoba seguimos nos confortáveis trens de alta velocidade da Renfe. Nos vemos em breve!

 

 

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Maria Alice & Rafael
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Um casal apaixonado pela aventura de ver o mundo com outros olhos, fotografar por outros ângulos e passear por lugares óbvios em busca do incomum. A ideia do site nasceu da união da profissão do Rafael como fotógrafo e das oportunidades de viagem que os estudos da Maria Alice proporcionaram, somado as viagens que sempre fizemos como hobby.