Lisboa

Chegamos na terrinha as 11:00 da manhã de um domingo no Aeroporto Internacional Humberto Delgado em Lisboa em um voo da Tap Express (compre aqui) diretamente do aeroporto de Sevilha. Como já estávamos dentro da União Européia não passamos pela imigração e fomos direto buscar nossas malas.

Para quem está viajando desde o Brasil, existem muitas opções de voos para Lisboa, inclusive voos direitos desde Campinas pela Azul. Nós voamos para a Europa de Latam, em um voo direto para Madri, que nos serviu de base para o restante da viagem. Para ir ao centro desde o aeroporto você tem diversas maneiras, a mais simples dela é pegar um táxi que pela proximidade do aeroporto para a cidade de apenas sete quilômetros, fica em torno de vinte euros.

Para os que estão com pouca bagagem e querem economizar, o metrô é uma ótima opção, com custo médio de 1, 50 euros, já ônibus chamado Aerobus custa em média cinco euros ida e volta e pode ser comprado diretamente com o motorista.Ficamos hospedados no hotel Residencial Florescente (reserve aqui); a localização é bem central, as ruas ao redor dele tem muitas opções de transporte, restaurantes, teatro e a ausência de necessidade de se ter um carro. Entretanto, para aqueles que estão com um carro alugado, existem muitos estacionamentos públicos com preço razoável a uma pequena distancia caminhando do hotel e este tem um convênio que dá direito a um belo desconto na diária.

Optamos pela opção de hospedagem com café da manhã que era servido no entre piso da recepção. A comida era gostosa e bem feita com comidas frias e quentes, café, chás e sucos; nota-se que o hotel não tem padrão de luxo e está mais para uma propriedade antiga, com muito charme e detalhes encantadores, como esta escadaria que nos levava ao nosso quarto.Em Lisboa não sentimos a necessidade de estar com o carro alugado para conhecer a cidade em si, pois ela é bem conectada pelo transporte público, e se você, como nós, se hospedar no centro, conseguirá passear tranquilamente andando, com exceção ao do bairro de Belém, para lá fomos de bonde e não era possível volar caminhando. Quando o assunto são os arredores, como Sintra (o post sobre esta cidade cheia de castelos já está no ar) e Caiscais, ou até mesmo para seguir viagem para as praias do sul ou as vinícolas do norte, ele se torna absolutamente necessário, em nossa opinião, para que se possa ter mais facilidade de locomoção e se possa escolher em que cidades parar no caminho.No primeiro dia inteiro em Lisboa, acordamos cedo e fomos conhecer toda a parte central do bairro do Rossio, começando pela portinha quase na esquina do nosso hotel que vendia a “Ginjinha”, um licor forte feito a base de amêndoas,  mais tradicional da cidade e que vivia sempre cheia, tanto de turistas, como de locais. Uma dose custa em torno de 1,30 euros e é suficiente para colocar o frio para sair correndo.

A praça do Rossio em si é uma das mais belas de Lisboa e ali turistas e lisboetas se misturam na hora do almoço, na parada dos famosos bondes elétricos e das ligações com o metro. Muitos locais passam por aqui para irem e voltarem do trabalho e esta é uma ótima oportunidade para observar como os portugueses se vestem, fazem seus gestuais ou tem sua rotina. Nós adoramos ter a sensação de que conhecemos o povo e mesmo que um pouco, da cultura dos lugares que visitamos.

Não muito longe dali, outra famosa praça da cidade é a do Comércio, com imponentes arcos e prédios suntuosos à beira do Tejo em uma que é uma das maiores praças da Europa, este pedaço de Lisboa tem muita história, tendo sido antigamente uma área alagada que o rei Dom Manuel resolveu transformar em sua residência  e fez da região os arredores reais, onde festas e todos os acontecimentos da cidade aconteciam; hoje a coisa continua animada nesta parte e os turistas costumam lotar os atrativos e restaurantes com mesas ao ar livre.

Ainda na região central e há poucas ruas de caminhada ladeira a cima do nosso hotel, visitamos o famoso bairro do Chiado e o Bairro Alto. Aqui, muitas lojas de grandes marcas europeias como a Zara, Mango, Kiko, Stradivarus entre outras; sempre muito agitado e sonoro, nesta região sempre havia artistas cantando ou tocando algum instrumento na rua. Muito agradável caminhar nesta parte.

O Café A Brasileira é um patrimônio do Chiado e a estátua de Fernando Pessoa aquela foto mais turista impossível, mas que ninguém resiste a tirar; os preços praticados por ali são elevados, mas você paga o preço de estar sentado em meio a tanta história.  Outro ponto turístico com preço bem acessível que achamos em Lisboa foi subir no Elevador de Santa Justa, que liga a parte alta e a baixa da cidade, e lá do alto, uma vista panorâmica e quase romântica das ruelas da cidade.Tiramos meio dia para visitar o bairro de Belém que reúne os mais icônicos pontos da capital portuguesa como o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém, o Pavilhão do Descobrimento e os deliciosos e tradicionais, Pastéis de Belém. Para chegar nesta parte da cidade que é mais afastada do centro pegamos o elétrico 15 com direção a Belém diretamente na Praça do Comércio, mas se você não souber em que bonde entrar, pode ter certeza que perto da parada dele haverá uma grande concentração de turistas e funcionários informando para onde ir.Nós descemos em frente aos Pastéis de Belém e aproveitamos para provar essas delícias. Particularmente, este pastel de belém mesmo sendo mais caro que outros, foi para mim o mais delicioso que eu provei; esta opinião pode ter tido influência por eles estarem super frescos, quentinhos e crocantes quando eu provei e com uma dose extra de canela, mas todo mundo que visita a cidade tem seu favorito.

O Mosteiro dos Jerônimos é belíssimo, mas note que as segundas-feiras ele fecha e que é melhor comprar os ingressos antecipados ( compre aqui) para evitar filas. A obra foi encomendada por Dom Manuel I para perpetuar a memória do Infante Dom Henrique que construiu ali ao lado a Igreja de Santa Maria de Belém; o lugar hoje abriga os túmulos de grandes reis e poetas e tem em sua arquitetura a principal razão pela qual você deveria visitá-lo.

Do outro lado da rua, algumas quadras mais para a esquerda encontram-se o Padrão do Descobrimento, monumento construído em homenagem aos navegantes que desbravaram os mares e o desconhecido em busca do Novo Mundo. Eles estão eternizados ali, sempre próximos ao mar.

Um pouco a frente, a Torre de Belém. Você não pode deixar de visitar esta imponente senhora que protegia a cidade e antes estava localizada em meio ao Tejo, hoje ela está em terra firme e conta com uma pequena ponte para que os turistas que desejem, a visitem por dentro e lá no alto. Ela é o expoente da grandeza de Portugal na época das conquistas, das grandes navegações e de tudo que o mar trouxe em termos de riquezas e poder para este pequeno e tão surpreendente país; sua arquitetura reflete os brasões de armas e todas as características do período que ficou conhecido como Manuelino.O mais pitoresco dos bairros, as ladeiras de Alfama são encantadoras e muito perde aqueles que só as sobem para ter uma vista desde o Castelo de São Jorge. Ali, cada cantinho tem um azulejo diferente, cada escadaria nos leva a uma nova parte de Lisboa e o visual é privilegiado. A melhor forma de conhecer esta parte é se perdendo e caminhando sem rumo até se deparar com um restaurante familiar, uma lojinha típica e ou um pouco de arte no meio do caminho.Tomar um vinho no Miradouro de Santa Luzia no fim de um dia de inverno garante um fim de tarde pra lá de agradável e aquela sensação de que Lisboa está a seus pés. O museu do Fado também está localizado nesta região e só estando em Portugal ou assistindo a um show de fado para entender a importância deste tipo de música para a identidade do país e a força que estas canções tem.Não dá pra falar de Lisboa sem falar das comidas imperdíveis e dos restaurantes da cidade. Nesta viagem nos surpreendemos positivamente com a comida portuguesa, com os peixes frescos e rica variedade de tipos, incluindo o famoso bacalhau, preparado de todas as maneiras possíveis em todos os cantos da cidade. Nosso petisco favorito foram com certeza os pastéis de belém encontrados em literalmente qualquer lugar de Lisboa, mas por mais turístico que seja o famoso e “original” comprado no bairro de Belém depois de longa fila é disparado o mais saboroso que provamos.

Estávamos na Espanha antes e nosso amor pelas croquetas nasceu por lá, entretanto uma visita ao super descolado e imperdível Mercado da Ribeira descobrimos opções deliciosas com jamon fresco ou peixes típicos; uma verdadeira delícia. Ainda sobre o Mercado, ele abre todos os dias até as 14:00 horas e é perfeito para um almoço descontraído, no site (link) deles você descobre todos os restaurantes, quiosques e programação de aulas e eventos gastronômicos que acontecem por lá.

O que mais gostamos da cidade, além de suas belezas óbvias e mais conhecidas, pontos turísticos que de tanto ver fotos parece que já conhecemos e da gastronomia que conquista tantos brasileiros, Lisboa se mostra autêntica em seus pequenos detalhes; nos idosos que caminham elegantes pelas ruas da cidade batendo suas bengalas na mármore que uma vez já viveu suas maiores glórias. O país vive sim uma crise, mas arriscamos dizer que as coisas estão muito melhores lá do que por aqui, entretanto, as pessoas sorriem e tem esperança, principalmente os idosos que não perdem a pompa e não abrem mão de um belo almoço de domingo com direito a bacalhau e quem sabe uma ginjinha.

Em nosso último dia em Lisboa, alugamos um carro e tiramos o dia para conhecer Sintra e Caiscais. Este dia já tem um post detalhado contando tudo dessas duas charmosas cidades portuguesas que são perfeitas para um bate-volta, mas que valem e muito a estadia, caso você tenha mais tempo.

Espero que este relato tenha feito vocês viajarem conosco e já quererem começar a planejar uma visita a este país tão perto culturalmente do Brasil e nossa porta de entrada para a Europa. Até breve, ora pois!

 

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Maria Alice & Rafael
hello@fastencitybelt.com.br

Um casal apaixonado pela aventura de ver o mundo com outros olhos, fotografar por outros ângulos e passear por lugares óbvios em busca do incomum. A ideia do site nasceu da união da profissão do Rafael como fotógrafo e das oportunidades de viagem que os estudos da Maria Alice proporcionaram, somado as viagens que sempre fizemos como hobby.