Jalapão – Parte 2

Os últimos dois dias da nossa expedição pelo Jalapão com o Henrique, condutor ambiental e sócio proprietário da Jalapão Expedições Eco Trip (link) começará agora. A primeira parte desta aventura já está postada, leia aqui.

Chegou o grande dia de conhecermos os famosos fervedouros e a lindíssima Cachoeira do Formiga. Como sempre, o dia começou cedo, com um café da manhã reforçado na Pousada Santa Helena (link), em meio a pássaros e muitos outros animais locais. Este terceiro dia é muito mais tranquilo quanto às distâncias e deslocamentos, sendo a maioria dos atrativos próximos a cidade de Mateiros.Começamos visitando a maravilhosa Cachoeira do Formiga, onde as águas brilham de tão verde esmeralda que são! Particularmente, e se é que é possível escolher um, este foi um dos meus lugares favoritos. Pode ter sido pela beleza, mas todos os atrativos são belos e tem suas particularidades; pode ser pela simplicidade de nadar em uma cachoeira ou simplesmente pois não havia mais ninguém além de nós, e contemplar essa linda cachoeira em silêncio me fez refletir sobre a incrível oportunidade que estávamos tendo.A  parada do dia para o almoço era no Fervedouro Buriti já dentro do PEJ. Lino é o dono do lugar, e o fervedouro é no quintal de sua casa, sua família foi quem fez o almoço, pois a Jalapão Expedições faz questão de fomentar a economia local. . Foi nosso primeiro contato com um fervedouro e foi muito divertido.

Nos fervedouros ocorre um fenômeno conhecido como ressurgência, onde um lençol freático que vai sendo conduzido por gravidade  encontra-se com rochas impermeáveis no subsolo, isso causa uma pressão no local, e essa pressão precisa ser extravasada , dessa maneira entra aquela máxima popular “água mole pedra dura tanto bate até que fura”, a rocha vai sendo desfeita em pequenas partículas a areia fina, e então emerge numa nascente, que juntamente com a força da água e a areia causa uma densidade maior que os nossos corpos, causando a flutuação ,que é o que não deixa a gente afundar e faz com que se tenha a sensação de estar pisando em falso ou de que seus pés não tem firmeza. Até costumar com a ideia, levamos vários tropeços e mal podíamos esperar para visitar tantos outros.O segundo fervedouro do dia foi o do Ceiça, cercado por bananeiras, muita vegetação e este caminho pra lá de charmoso com água rasa que dá aquela ideia de que se está entrando no paraíso.

O dono do lugar, o Sr Ceiça, todos eles estão em propriedades privadas, mas que  estão dentro do parque estadual do jalapão PEJ, sendo assim, todos quilombolas. Ele cuidada com muito carinho e preocupação da conservação,  e nos recebeu com muita simpatia enquanto esperávamos um grupo terminar o seu banho.Hora de voltar para pousada, colocar tudo no lugar e sair para curtir o sábado a noite em Mateiros. Cidade pacata no interior do Tocantins que nos abraçou em uma pizzaria e bar local, onde jantamos e assistimos o agito daquele lugar.

Era hora de nos despedir com tristeza do local que nos acolheu por duas noites e colocar todas as malas no carro. O destino final do dia era a cidade de Palmas, onde pegaríamos o voo de volta para São Paulo. A dica é pegar voos bem tarde, pois a previsão de chegada na capital é por volta das 22:00; muita gente acaba dormindo por ali para conhecê-la na segunda feira e então voltar para suas cidades de origem. Nos caminhos, sempre nos deparávamos com cenas delicadas como essas, da bela e colorida vegetação do cerrado.O fervedouro Belavista é lindo, assim como todos os outros. Mas este, em especial, tem melhor infra estrutura, com deck e caminho delimitado, além de banheiros. Um dos maiores da região, aqui os pequenos peixes se aproximam quando você entra na água e a sensação de que estamos fervendo se dá pelo solo arenoso sendo empurrado pelas águas da nascente que vem de baixo da terra. Muito legal mesmo!A cachoeira da Arara foi onde almoçamos em nosso último dia e foi com certeza a melhor refeição da viagem. Uma conversa deliciosa com o casal de proprietários, seguida de salada farta, estrogonofe de legumes, frango caipira e suco natural. Que delicia! E o melhor ainda está por vir, com o último e refrescante mergulho na cachoeira que tem um acesso fácil, água fresca e forte queda. A estrada nos esperava, já era hora de partir!Nosso último stop e último atrativo que conhecemos no belíssimo Jalapão depois de avistar do carro a famosa e imponente Serra da Catedral que parece ter sido feita pela homem de tão perfeita, foi o Morro Vermelho.O visual deste lugar não tem definição, por um lado, parece uma superfície de Marte, por outro, arrepia a quem está ali pela extensão, pela imensidão e todos os outros superlativos que possam existir. O fim de tarde ali, pinta o céu de vários tons antes de ele partir. Foi um fim com chave de ouro para esses quatro dias de intenso convívio e descobertas.Fica aqui, mais uma vez o nosso muito obrigado ao Henrique, a Jalapão Expedições Eco Trip, as duas pousadas que nos receberam com tanto carinho, a Santa Helena e a Águas do Jalapão. Essa expedição vai ficar em nossa memória pra sempre; esperamos que vocês tenham viajado conosco e ficado com vontade de conhecer um pouco mais deste destino e do nosso Brasil. Obrigado, Jalapão! Até breve!

Comments

comments

Maria Alice & Rafael
hello@fastencitybelt.com.br

Um casal apaixonado pela aventura de ver o mundo com outros olhos, fotografar por outros ângulos e passear por lugares óbvios em busca do incomum. A ideia do site nasceu da união da profissão do Rafael como fotógrafo e das oportunidades de viagem que os estudos da Maria Alice proporcionaram, somado as viagens que sempre fizemos como hobby.